“Dorme com Deus e sonhe com os anjinhos.” – Meu pai, Romeu.

Tantas vezes ouvi essa frase em minha infância… Um gesto de amor, porque meu pai não era religioso. Gesto que eu também repito religiosamente com meu filho.
E eu sonhei com os anjinhos; mais velho, com as anjinhas.
Em meu esquema conceitual do arquipélago do cosmos, “Deus” se enquadra em nossa necessidade de sentido; já “sonhar com os anjinhos”, como símbolo de prazer e beleza.
Precisamos disso. Por mais que o caos habite em nós, como parte do mundo, também precisamos cultivar a ordem (ilusões vitais), para o bem do princípio de individuação de cada pessoa.
Sem um pouco de ordem, sem cosmos, ou seja, sem uma interpretação que dê conta de um sentido-prazer-beleza da existência, a individuação degenera, e domina o oceano do caos basal do universo.
Vale para uma vida, vale para a política, vale para o universo.

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Osasco, Brasil