Posts Tagged ‘conhecimento’

E o presente também!

quarta-feira, dezembro 2nd, 2009

Nenhuma novidade no discurso de Giuliani que apenas confirma o que já sabíamos há tempo. A gestão dos dados, informações e conhecimentos disponíveis nas organizações tem o enorme potencial de gerar diferencial competitivo. E como organizações, não esqueçamos do setor público, aí vale o relato do ex-prefeito de NY.

Futuro das empresas está na gestão de informações, diz Rudolph Giuliani

Quando foi prefeito de Nova Iorque, nos Estados Unidos, entre 1994 a 2002, Rudolph Giuliani ficou mundialmente famoso ao reduzir em 80% os índices de violência na cidade, a partir de um projeto batizado de ‘Tolerância Zero’. E boa parte do sucesso do seu trabalho está diretamente relacionado à capacidade de gestão de informações, segundo as palavras do próprio Giuliani.Durante apresentação realizada nesta terça-feira 1/12 na Expo Management 2009 – evento sobre gestão que acontece na cidade de São Paulo -, o ex-prefeito, que hoje possui uma empresa especializada em gerenciamento de crises, destacou que um dos grandes desafios das organizações na atualidade é lidar com o fluxo de informações trazidas pela disseminação da internet.Ainda segundo ele, a possibilidade de acessar um grande volume de informações tende a criar inúmeros benefícios aos negócios, bem como pode provocar danos irreversíveis aos modelos de gestão. “Cabe ao líder dominar o tema para determinar o sucesso ou fracasso completo da companhia ou do departamento”, afirmou o ex-prefeito. Para exemplificar a situação, Giuliani contou o caso específico do Tolerância Zero. Um dos pilares do projeto foi um sistema de inteligência e integração de dados. Na época, a prefeitura criou um repositório único de informações e no qual todos os crimes eram registrados pelas delegacias de Nova Iorque. Assim, ao final de cada dia, era possível emitir relatórios com estatísticas a respeito do número de ocorrências na cidade, as regiões mais violentas, o perfil do criminoso e a razão que o motivou o crime. “Conseguíamos fazer análises praticamente em tempo real dos pontos e incidentes violentos da cidade”, afirmou ele, que complementou: “Então podíamos monitorar as áreas mais perigosas, entender a realidade de seus moradores, investigar e prender os criminosos e evitar que outras ocorrências acontecessem.” Giuliani ressaltou, no entanto, que o excesso de informações superficiais às quais as pessoas são expostas pode influenciar de forma negativa a tomada de decisões. Isso porque, de acordo com ele, existe uma tendência dos gestores reagirem de forma impulsiva. “Quando isso acontece, o papel do líder é totalmente anulado, já que esse profissional deveria ser aquele que direciona as multidões e não quem é direcionado por elas”, afirmou.

Fonte: Futuro das empresas está na gestão de informações, diz Rudolph Giuliani – Gestão – CIO.

Ferramentas sociais dentro e fora das organizações

sexta-feira, outubro 23rd, 2009

Mais uma vez, Ana Neves faando sobre os relacionamentos sociais e suas influências às organizações

No seu blog, Fernando Viberti escreveu ontem um post sobre “Como elaborar uma política de mídias sociais para sua empresa”.O post é relevante mas fica a impressão de que são misturados dois aspectos diferentes da utilização de ferramentas sociais. Aspectos esses que são frequentemente confundidos pelas organizações e que, por isso, considero merecerem alguma atenção.As ferramentas sociais no contexto das organizações podem ser vistas de duas formas: a forma como são utilizadas dentro da firewall para, por exemplo, melhorar a comunicação e a colaboração ler aqui alguns exemplos e aqui algumas razões para o fazer a forma como os colaboradores da organização as utilizam em sites públicos.O segundo ponto é, sem dúvida, o mais popular neste momento. É também algo que muito assusta as organizações que temem o impacto que o comportamento dos seus colaboradores possa ter na imagem da organização e, principalmente, que receiam que os seus colaboradores possam divulgar, conscientemente ou não, informação confidencial de negócio.É com vista a reduzir os riscos associados à participação dos seus colaboradores nestes sites que muitas organizações têm vindo a publicar guidelines veja um outro texto meu sobre o assunto e não perca o site que o Fernando Viberti partilhou e onde pode encontrar muitos exemplos de guidelines.Mas se o post do Viberti termina no tópico das guidelines e da governação ou tentativa de governação da utilização de sites sociais públicos pelos seus colaboradores, ele começa falando da utilização interna das ferramentas sociais.Viberti diz que “uma das razões para a implentação da web 2.0 fracassar nas empresas … é o excesso de restrições”. Ora eu não podia concordar mais com isso. Não é a única razão mas é uma das principais.O excesso de restrições é, de facto, uma razão para a fraca adopção de ferramentas sociais nalgumas organizações que apostam na utilização desse tipo de ferramentas, internamente, para melhoria dos seus processos de conhecimento. No entanto, essa razão pouco se aplica à utilização de ferramentas sociais públicas.Várias organizações têm vindo a explorar ferramentas sociais internamente. Porém, e apesar da abertura à tecnologia, as organizações têm, na sua maioria, resistido à mudança de atitudes e processos que têm de acompanhar a utilização destas ferramentas.Gostam do facto de que as pessoas podem contribuir para um wiki mas querem manter áreas privadas muitas! e querem garantir que o conteúdo é aprovado por uma equipa editorial. E lá se perdem alguns dos grandes benefícios dos wikis…Acham que uma ferramenta de mensagens instantâneas pode acelerar a comunicação entre colegas, mas não querem que as pessoas falem de mais nada se não assuntos de trabalho. E lá se perde a oportunidade de deixar que as pessoas descontraiam e se sintam confortáveis a utilizar aquele canal…As ferramentas sociais são o futuro da comunicação e colaboração nas organizações, não só internamente entre os seus colaboradores mas também entre os seus colaboradores e o resto do mercado clientes, parceiros, concorrentes, etc.. No entanto, e mais uma vez, não basta instalar a tecnologia, é preciso adequar os processos e a postura organizacionais, e atentar aos aspectos de governação relevantes.

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Informação, conhecimento e gestão de conhecimento

segunda-feira, outubro 19th, 2009

Do Blog da Ana Neves <http://kmol.online.pt/blog/2009/09/28/informacao-conhecimento-e-gestao-de-conhecimento>

Bem na sequência do recente texto de Alberto Nobuyuki Hashimoto, deram-se duas curiosidades engraçadas.A primeira aconteceu ontem quando peguei na Notícias Magazine a revista do Diário de Notícias e comecei a ler uma entrevista com Constantino Sakellarides, médico e professor de saúde pública, sobre a gripe A H1N1. Qual não é o meu espanto quando, em resposta à primeira questão, o médico responde com o seguinte:“Informação e conhecimento são realidades muito diferentes. A informação é algo exterior a nós, a que estamos expostos continuamente, que circula enquadrada num contexto e numa estrutura que lhe dá sentido. Ao contrário, o conhecimento é algo de intrínseco, como alguém disse «é parte do nosso negócio que transportamos connosco», é alguma coisa que faz parte de cada um de nós. Por isso podemos estar continuamente expostos à informação e não sermos capazes de tomar decisões informadas e inteligentes porque nos faltam as «chaves críticas» que permitem transformar a informação em conhecimento.”Dizendo de seguida que o desafio é:“O importante é comunicar de forma que permita às pessoas transformar informação e orientações genéricas – a informação que é dada para todos independentemente das suas circunstâncias – em noções ou ideias que façam sentido perante a situação de cada um – o tal conhecimento que permite tomar decisões pessoais e concretas em função das nossas circunstâncias de vida.”Não é todos os dias que se vê alguém falar sobre a diferença destes dois conceitos, informação e conhecimento, fora do âmbito das ciências económicas e de gestão, pelo que foi com grande agrado que o vi fazer e de forma tão inteligente. Independentemente de estar totalmente de acordo ou não, reconheço-lhe todo o mérito.A segunda coincidência aconteceu hoje de manhã quando, ao abrir a última newsletter de David Gurteen leio o que ele considera ser a melhor definição de gestão de conhecimento, esta da autoria de David Snowden que já aqui entrevistámos e partilhada num post do seu blog Cognitive Edge:“The purpose of knowledge management is to provide support for improved decision making and innovation throughout the organization. This is achieved through the effective management of human intuition and experience augmented by the provision of information, processes and technology together with training and mentoring programmes.”Ou, numa rápida tradução para português,“O propósito da gestão de conhecimento é oferecer suporte para uma melhoria da tomada de decisão e inovação em toda a organização. Isto consegue-se através de uma gestão eficáz da intuição e experiência humanas aumentadas pela oferta de informação, processos e tecnologia em conjunto com programas de formação e mentoring.”Nada mau, hein?Não digo que seja a melhor pois não gosto de absolutismos – e não, este comentário não tem nada a ver com as eleições legislativas de ontem :- – mas é uma óptima definição que foca no propósito, dá ênfase aos aspectos humanos com sendo centrais e só depois avança para incluir os restantes aspectos.Pessoalmente, considero que os propósitos da gestão de conhecimento são / podem ser mais vastos, nomeadamente para incluir aspectos de melhoria da eficiência e eficácia da actividade organizacional.

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