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Redes sociais devem substituir 20% dos e-mails corporativos até 2014

quinta-feira, fevereiro 4th, 2010

Ainda de acordo com o Gartner, em dois anos, 50% das organizações do mundo terão criado suas próprias plataformas para permitir uma troca de informações entre funcionários

Os CIOs precisam estar preparados para lidar com as redes sociais como mais uma ferramenta de TI. A constatação faz parte de um recente relatório do Gartner, no qual a consultoria afirma que, até 2014, esse tipo de plataforma deve subsitituir o e-mail como principal ferramenta de comunicação interpessoal para 20% dos usuários corporativos.

Responsável pelo estudo, o vice-presidente de pesquisas e responsável pela área de portais, conteúdo e colaboração do Gartner, Mark R. Gilbert, alerta que os gestores de TI precisam aprender a trabalhar em sintonia com as áreas de negócio para dar a devida atenção às redes sociais e transformá-las em vantagem competitiva para as organizações.

A seguir, acompanhe as três grandes tendências em relação às redes sociais no ambiente corporativo e entenda porque o CIO precisa estar preparado para responder a essas novas demandas.

Até 2012, mais de 50% das organizações terão criado suas próprias redes sociais, com o intuito de tornar-se uma plataforma para troca de informações entre funcionários.

No entanto, essas iniciativas não devem ter o mesmo sucesso que as redes sociais abertas. Isso porque, no ambiente corporativo, a troca de dados entre funcionários da empresa não será tão apreciada quanto a comunicação estabelecida pelos usuários de ferramentas como o Twitter e o Facebook.

Segundo o vice-presidente de pesquisa do Gartner Jeffrey Man, a popularidade do Twitter vem exatamente de sua escala universal. Mas quando limitada ao ambiente empresarial, a ferramenta perde seu caráter livre e passa a ser desprezada pelos usuários.

Até 2014, as redes sociais devem substituir o e-mail como principal ferramenta de comunicação interpessoal para 20% dos usuários corporativos.

Por isso, nos próximos anos, grande parte das empresas deve direcionar esforços para criar redes sociais internas e políticas de segurança que permitam o acesso de seus funcionários a sites como o Twitter, LinkedIn e Facebook do ambiente de trabalho.

Mais do que isso, a consultoria aconselha que as organizações criem estratégias de governança de longo prazo, para garantir a integridade dos dados transacionados por funcionários, clientes e parceiros e avaliar como essas novas plataforma de comunicação corporativa podem gerar vantagens ao negócio.

Até 2015, apenas 25% das empresas utilizarão ferramentas de análise das redes sociais internas para melhorar o desempenho das organizações e a produtividade das equipes.

Embora a avaliação dos fluxos de informações e índices de interação entre os usuários, parceiros e clientes seja indispensável às companhias que investem na adoção da Web 2.0, é preciso tomar alguns cuidados no momento de coletar os dados. Isso porque, quando sabem que são monitorados, os funcionários não agem naturalmente nas redes sociais. Ao mesmo tempo, os clientes, quando perguntados sobre a utilidade das ferramentas colaborativas em suas decisões de compra, não são 100% sinceros.

Antes de pesquisar a influência das mídias sociais em seus públicos, as organizações devem garantir quesitos como privacidade dos usuários, privacidade das informações coletadas e outras questões que encorajem os participantes a responder honestamente aos levantamentos realizados.

Redes Sociais: Conceitos

domingo, janeiro 10th, 2010

Este veio diretamente do Blog do Mauricio Serafim, que já está ali nos meus links, mas reforço a recomendação.
Redes Sociais e a Sociologia Econômica[gigya width="425" height="355" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=20091019redessociais-sociologiaeconmica-091021210346-phpapp01&stripped_title=redes-sociais-e-a-sociologia-econmica" quality="high" wmode="tranparent" ]

Agora são três graus de separação

segunda-feira, setembro 14th, 2009

A teoria dos seis graus de separação caiu para três devido ao impacto das redes sociais e desenvolvimentos em tecnologia, de acordo com um estudo realizado pela operadora de celular européia O2.

O especialista em organização social da O2, Jeff Rodrigues, examinou o impacto da tecnologia e o quanto as pessoas estão conectadas. A pesquisa incluiu mais de 50 horas de entrevistas com adultos de três diferentes grupos de idade (de 18 a 25, de 35 a 45 e maiores de 55) e descobriu que a noção convencional dos seis graus de separação está ultrapassada.

A teoria foi elaborada pelo pisicólogo norte-americano Stanley Milgram em uma experiência de 1967. A teoria dos seis graus foi confirmada por um recente estudo da Microsoft por meio de seu instant messenger MSN. No entanto, a pesquisa da O2 revela que dentro da rede de compartilhamento de interesses, em média, as pessoas estão conectadas por apenas três outras pessoas, ou seja, três graus.

Rodrigues descobriu que nós normalmente somos parte de três redes de relacionamento principais: família, amigos e trabalho. Fora desses, fazemos parte, em média, de cinco redes de interesses pessoais compartilhados, como hobbies, esporte, música, vizinhança, religião, orientação sexual, política, etc. É o crescimento dessas redes de interesses compartilhados e a influência da tecnologia nelas que causou a redução do número de graus de separação. […]

De acordo com o estudo, um dos fatores determinantes da redução no número de graus tem sido o crescimento no número e qualidade das conexões que temos agora. Quase todos (97%) dos entrevistados declararam que se sentem mais conectados às pessoas e redes de relacionamentos agora do que há cinco, dez ou 20 anos.

E-mail e celulares foram as tecnologias que tiveram o impacto mais significante em facilitar a redução dos graus de seis para três. Dos participantes do estudo que foram convidados a fazer contato com uma pessoa desconhecida, 98% escolheram a internet ou seus celulares, em todas as faixas de idade. O uso de redes sociais, como Facebook e MySpace foi bastante alto entre os grupos mais jovens, mas caiu drasticamente entre os usuários mais velhos.

“Quarenta e cinco anos depois da experiência original de Stanley Milgram firmar a teoria dos ‘seis graus de separação’, os resultados do estudo da O2 sugere que talvez já estejamos prontos para atualizá-la de seis para três. O que o estudo trouxe à luz é que o modo com que as pessoas interagem agora significa que nunca foi tão fácil fazer conexões e construir redes de contatos”, comentou Jeff Rodrigues.

Fonte: Blog do Digital Age 2.0